quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Festas 2010 – Chave d’Ouro (Domingo, 22 horas)

Chave D'Ouro
Este grupo de baile dispensa apresentações. Já esteve na Igrejinha em várias Festas Rijas e desde há um ano tornou-se conhecido nacionalmente, principalmente depois do lançamento do CD onde estava incluído o tema “O Pai da criança (Quem será?)”, agora transformado em “A Mãe da Criança (Quem será?)”, homenagem às notícias publicadas recentemente sobre um conhecido jogador de futebol da nossa selecção, que já lhes valeu o número 1 do top nacional de vendas há duas semanas.

Esta orquestra, fundada em 1989, tem proporcionado a muitos milhares de portugueses momentos de dança únicos.
As actuações têm-se realizado em contextos bastante diferenciados devido à grande diversidade do repertório executado. Desde os mais característicos arraiais portugueses até aos salões de dança e hotéis, existe sempre uma boa razão para dançar, e dançar, e dançar...
O que começou por ser um "grupo de amigos" para tocar em festas particulares, é hoje um projecto sólido em franca expansão. Formado inicialmente por 5 elementos, depressa viu reduzida a sua formação para 4 elementos. No final do ano de 1993, com objectivo de aumentar a qualidade musical e, simultaneamente, oferecer um tipo de formação diferente da maioria dos conjuntos, agrupamentos musicais e bandas de baile, o "Chave D'Ouro" começou a ter à disposição de todas as organizações 2 formações distintas: 4 músicos ou 7 músicos. Devido ao enorme êxito alcançado junto dos organizações e público que foi assistindo aos espectáculos, desde o verão de 2003 que as actuações passaram a ser realizadas com a formação completa, salvo em casos pontuais.
Ainda a partir de 2002, devido às exigências do mercado, a formação foi alargada para 8 músicos, pois integrámos na orquestra uma voz feminina.
O ano de 2003 foi marcante na vida da orquestra, assistindo-se à retirada de 2 músicos/fundadores: Manuel Jorge (em Maio/03) e Manuel Calção (Dezembro/03). Assim, alterada a base da formação que se manteve durante 14 anos, foi necessário encontrar novos elementos, originando uma formação bem mais jovem.
Para além desta alteração, queremos também mencionar os músicos que ao longo dos anos, com a sua participação, contribuíram para o crescimento deste projecto e que, em todos os casos, por razões profissionais se viram forçados a abandonar a orquestra:

  • Trompete: Rui Mirra, Joaquim Silva e Helder Lopes;
  • Sax-Tenor: Augusto Pedro, Alexandre Costa e Mário Parreira;
  • Trombone: Nuno Ribeiro e Miguel Marques.
Importante tem sido também a participação de outros músicos em alguns momentos durante os últimos anos. Já actuaram na nossa orquestra nomes como: Gonçalo Penedo, José Manuel Raminhos, Luis Grenha, Nuno Moreira (trompete); António Júlio, Vitor Oliveira, Jorge Matos (Saxofone); Eduardo Lá-la, Miguel Xavier, Mário Vicente, Luis Cunha (Trombone); e Nuno Ferreira, Osvaldo Pegudo (percussão).

Da actual formação dos Chave d’Ouro fazem parte: Abel Fava, Duarte Miguel Marques Rodrigues, Francisco Sabino Nunes, João Humberto Espada, Jorge Manuel Pais dos Santos Matos, José Carlos Marques Rodrigues, Nuno Pedro Baião e Vera Galvão.

Espera-se uma excelente noite de baile, com muita animação, como este grupo já nos habituou…

Festas 2010 - Grupos de cantares (Domingo, 18 horas)


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Depois de um intervalo de um ano, as Festas em Honra de Nossa Senhora da Consolação voltam a fazer um Encontro de Grupos de Cantares, desta vez com a particularidade de ter como cabeças de cartaz do momento os dois grupos da terra, o Grupo de Cantares de Aguarela do Divôr de Igrejinha (URCI) e o Grupo Etnográfico e de Cantares “Sol Ardente” (CSRCDI). Mas a abertura fica a cargo dos convidados, o Rancho Folclórico Infantil das Fazendas de Almeirim.

Um momento a não perder…

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Rancho Folclórico Infantil das Fazendas de Almeirim

Naturais do Ribatejo, o Rancho Folclórico Infantil das Fazendas de Almeirim existe deste o ano de 1972 da necessidade de fazer os grupos de crianças e jovens da região de se relacionarem com as tradições culturais ribatejanas.

Hoje em dia, este ranjo conta com mais de 40 elementos, com idades compreendidas entre os 3 e os 15 anos. Do seu repertório fazem parte as danças tradicionais, com especial destaque para os viras e o fandango.

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Grupo de Cantares de Aguarela do Divôr de Igrejinha (URCI)

Em 21 de Maio de 2009 é criada a Associação denominada: União Recreativa e Cultural Igrejinhense, na qual está integrado o Grupo de Cantares Aguarela do Divôr de Igrejinha.

O grupo é composto por 20 elementos que cantam algumas músicas do Cancioneiro Alentejano, assim como algumas canções inéditas referentes à freguesia de Igrejinha, concelho de Arraiolos, distrito de Évora.

As “saias” como cartão de visita do alto Alentejo, muito cantadas e bailadas na nossa província. É nas canções que se revela a alegria e a tristeza, a nostalgia e a folia do povo alentejano, principalmente aquando das jornadas de trabalho e dos namoros, nas festas e romarias.

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Grupo Etnográfico e de Cantares “Sol Ardente” (CSRCDI)

A formação do Grupo Etnográfico e Cantares 'Sol Ardente', de Igrejinha, surge na continuação do projecto do espaço etnográfico, existente no Centro Social Recreativo de Cultura e Desporto de Igrejinha.

Este grupo tem como objectivo a demonstração, representação, divulgação das tradições alentejanas, no que respeita a trajes, cantares, usos e costumes do nosso Alentejo.

Baseado nas recolhas orais, fotografias, manuscritos, utensílios e peças de vestuário, muitas delas existentes no nosso espaço etnográfico. É nas danças e cantares que se caracterizam a alegria e nostalgia do povo alentejano.

Festas 2010 - Missa e Procissão (Domingo, 11 horas)

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Este é o momento alto das Festas da Igrejinha, a Missa Solene, este ano cantada pelo Grupo de Cantares Aguarela do Divôr de Igrejinha, seguida da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Consolação, que por volta do meio-dia percorrerá as ruas da aldeia seguida por muitos fieis e acompanhada também, na edição deste ano, da Banda Sociedade Filarmónica Redondense.

Uma particularidade desta procissão é que não sai apenas a imagem da padroeira da freguesia, mas também as outras imagens e pendões pertencentes à Igreja Paroquial da Igrejinha.

Um momento a seguir, até porque é em Honra da Nossa Padroeira que as festividades se celebram e esta é a sua celebração maior.

domingo, 29 de agosto de 2010

Festas 2010 - Espectáculo de Pirotecnia (Sábado, 1 hora)

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Desde há alguns anos a esta parte que a noite de Sábado é coroada por um dos momentos mais aguardados por todos, o Espectáculo de Pirotecnia, que alia toda a magia do fogo de artifício, fogo preso e música a acompanhar.

O baile é interrompido por alguns minutos, mas é por uma boa causa, para que todos possam apreciar a luz, a cor e os sons que fazem tornam a Festa Rija ainda mais especial…

Para recordar e deixar um aperitivo para este ano, aqui fica o espectáculo do ano passado.

Festas 2010 - Bandaneia (Sábado, depois das 22 horas)

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As noites de Sábado nas Festas da Igrejinha têm, nos últimos anos, inovado, trazendo grupos que não se limitem apenas à tradicional música de baile e arraial, mas que também tragam um pouco de espectáculo de variedades; este ano não é excepção.

Depois das Décimas, depois das 22 horas, sobem ao palco os Bandaneia, grupo oriundo de Espinho, que prima pela boa disposição, pela excelente actuação em palco, pelo uso de 20.000 watts de som 50.000 watts de luz, levando tudo a dançar e a vibrar com a sua energética actuação.

Compõem esta banda a Andreia, a Marlene e o Carlos, vocalistas, a Vera e a Juliana, bailarinas, o Hugo, no teclado, o Joel, na bateria, o Paulo, na guitarra, e o Franck, no baixo, prometendo muita música tradicional portuguesa para dar um pezinho de dança, mas também latina, portuguesa, pop, brasileira, rock, com um show a terminar a noite ao jeito de concerto…

Festas 2010 - Décimas (Sábado, 21 horas)

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Desde tempos perdidos, que já nem os mais velhos recordam o início, que as Décimas à Nossa Senhora da Consolação fazem parte das celebrações anuais da freguesia, poemas tradicionais, cheios da sabedoria de popular, que todos os anos são ditos como forma de pedido, agradecimento, aviso, crítica, ou aquilo que o “decimeiro” desejar, declamados no adro da Igreja Paroquial de Igrejinha, frente ao pendão onde está representada a Senhora, que apenas tem uma regra, cada décima terminar com a frase “Senhora da Consolação”. No passado eram ditos em cima de um banco, hoje num pequeno pódio construído para o efeito, tal não é a importância do momento. Fogo de morteiros e a banda a tocar compõem o ramalhete.

É um dos momento mais altos da Festa Rija da Igrejinha, que junta uma autêntica multidão, muitos vindos propositadamente só para ouvir as já tão famosa e únicas “Décimas da Igrejinha”.

Este ano não será excepção, Sábado, às 21 horas, os poetas populares voltam a subir ao palanque e a despejar à Senhora da Consolação lamúrias, felicidades, tristezas, alegrias, sentimentos puros que tornam estes poemas tradicionais tão singulares. De destacar ainda, que na edição deste ano, será a Banda Filarmónica Sociedade União Alcaçovense a musicar o evento.

A provar a diversidade das Décimas, aqui fica uma de autoria de Francisco Fonseca, que há alguns anos proporcionou momentos deliciosos de diversão a quem as ouvia (publicadas no Programa Oficial das Festas 2010):

I
Na aldeia de Igrejinha,
Um crime se praticou,
Uma galinha se roubou,
P’ra fazer uma canjinha,
A ideia não foi minha,
Mas causou sensação,
No seio da população,
Que achou coisa pouca,
P’ro ano roubamos outra,
Senhora da Consolação.

III
O galinheiro recheado,
Casa de aves de primeira,
Uma galinha poedeira,
Olhou p’ra todo o lado,
O galo ficou agitado,
Perdeu o ar de mandão,
O ganso deu um abanão,
Mas o alvo era a galinha,
A melhor que ela tinha,
Senhora da Consolação.

V
Desculpa lhe pedimos,
Por tal termos feito,
Calhou mesmo a jeito,
Que prazer nós sentimos,
Parece que ainda ouvimos,
No galinheiro a agitação,
Quando lhe deitámos a mão,
Agora que ninguém nos ouve,
Que bem que ela nos soube,
Senhora da Consolação.
II
O sei instinto primeiro,
Foi arranjar um petisco,
Mas isso envolvia risco,
De entrar no galinheiro,
Ver a melhor do poleiro,
Saber deitar-lhe a mão,
Com grande satisfação,
De dar o golpe de mestre,
Um acto viril e agreste,
Senhora da Consolação.

IV
Dona Englantina a gritar,
Ao ver a galinha na panela,
Por acaso não era dela,
Limitou-se a comentar,
Tinha outra p’ra lhes dar,
Que era da mesma criação,
Resta-me a recordação,
Agitam como profissionais,
Afinal saem aos pais,
Senhora da Consolação.

VI
Coisas por mim lembradas,
Parecem simples e banais,
Mas foram bem reais,
Merecem ser recordadas,
Entre copos e noitadas,
Sem haver justificação,
Lembram tempos de então,
Já que de são e de loucos,
Todos temos um pouco,
Senhora da Consolação.

sábado, 28 de agosto de 2010

Festas 2010 - O programa de sexta-feira, dia 3 de Setembro