quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Meteorologia e conselhos para as Festas 2012

festas 2012 - tempo

A 24 horas da abertura das Festas em Honra de Nossa Senhora da Consolação - Igrejinha 2012 muitos se perguntam que tempo vai São Pedro mandar-nos, principalmente depois do fim-de-semana especialmente atípico do ano passado.

Assim, segundo o Instituto de Meteorologia teremos uma ‘Festa Rija’ quente, com 34º de máxima e 17º de mínima para sexta-feira, 36º de máxima e 16º de mínima para Sábado, 32º de máxima e 19º de mínima para Domingo e 32º de máxima e 18º de mínima para segunda-feira. De qualquer maneira poderá acompanhar as previsões atualizadas e o tempo em direto na barra lateral do nosso site.

Ainda segundo o Instituto Nacional de Meteorologia o índice de UV para os próximos dias será de 8 para sexta-feira e Sábado, ou seja, classificado como Risco Muito Alto, e de 7 para Domingo e segunda-feira, ou seja, Risco Alto.

Assim, aconselha-se o uso de óculos de Sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol. A ingestão de muitos líquidos é aconselhável. Quem no Domingo desejar seguir a procissão pelas ruas da aldeia, aconselha-se ainda calçado confortável, bem como as sugestões anteriores.

Para as noites, mesmo com temperaturas mínimas razoáveis, a humidade será elevada e a vento poderá fazer-se sentir, razão pela qual aconselhamos que se faça acompanhar por um pequeno casaco. uma vez que os serões de Setembro podem ser traiçoeiros.

Trânsito e Estacionamentos

Nestes dias, principalmente no Sábado, o trânsito aumenta na Igrejinha, situação que se agrava pois o Largo da Igreja e a Rua Vasco da Gama estarão encerradas ao trânsito.

Assim, nas noites, aconselhamos que deixe o seu carro nas ruas secundárias, se possível não coladas ao recinto, evitando assim congestionamentos desnecessários.

Durante as garraiadas, as Rua das Casas Novas e Rua 25 de Abril também são locais a evitar, uma vez que dão acesso direto ao local.

Dados os conselhos, resta-nos desejar umas Boas Festas…

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Festas 2012 - Serão de encerramento Aguarela do Divôr (segunda-feira, depois das 22 horas)

festas2012 - aguarela

E as honras de encerramento das Festas 2012 vão caber aos igrejinhenses “Aguarela do Divôr”, grupo de cantares da União Recreativa e Cultural Igrejinhense.

Em meados de 2006, um grupo de 20 pessoas, homens, mulheres e jovens que têm gosto pela música, juntaram-se para preservar as tradições do Alentejo no que diz respeito à música tradicional alentejana.

Em 21 de Maio de 2009 é criada a Associação denominada: União Recreativa e Cultural Igrejinhense, na qual está integrado o Grupo de Cantares Aguarela do Divôr de Igrejinha.

O grupo é composto por 20 elementos que cantam algumas músicas do Cancioneiro Alentejano, assim como algumas canções inéditas referentes à freguesia de Igrejinha, concelho de Arraiolos, distrito de Évora.

As “saias” como cartão de visita do alto Alentejo, muito cantadas e bailadas na nossa província.

É nas canções que se revela a alegria e a tristeza, a nostalgia e a folia do povo alentejano, principalmente aquando das jornadas de trabalho e dos namoros, nas festas e romarias.

Desde 2011 que contam com o seu primeiro CD.

Festas 2012 - Serão de encerramento Banda Adventum (segunda-feira, 21 horas e 30 minutos)

festas2012 - adventum

O último dia das Festas em Honra de Nossa Senhora da Consolação – Igrejinha 2012 será preenchido com músicas, que serão alentejanas, mas também do mundo, como é o caso da Banda Adventum.

Este é um projeto recente de músicas do mundo, sediado em Arraiolos, essencialmente dedicado ao Fado, Brasil e África.

Com um leque de músicos com um vasto currículo nas mais variadas áreas da música, promete um espetáculo arrebatador, carregado de magia e mística inigualável.

Está vocacionado para espetáculos de palco ou ainda uma vertente mais intimista, nomeadamente hotéis e outras estruturas similares que fará as delícias de todos.

Carlos Leitão está na Guitarra e Voz (guitarrista do Rouxinol Faduncho), António Valente no Piano, Cajon e Bateria (Orquestr`arte, Rayos, Mýsticas e outros), Zé Pedro no Sax (Orquestr`arte, Sol ao Sul), Carlos Meneses no contrabaixo (Baixista do Rouxinol Faduncho), Henrique Leitão na Guitarra Portuguesa (guitarrista do Rouxinol Faduncho) e Andreia Carno é a Voz (Orquestr`arte, Rayos).

A não perder…

Festas 2012 - Banda Karisma (Domingo, 22 horas)

festas2012 - karisma

A noite de Domingo será animada pela Banda Karisma, grupo de Aljustrel que é uma referência no que diz respeito a arraiais e festas populares.

O reportório é constituído por todo o tipo de música de baile (Kizomba, Pimba, Marchas, Musica Brasileira, Valsas e Tangos), a música ideal para passar uma noite agradável na nossa companhia, com boa disposição até às tantas da madrugada…

Dê um “gosto” às Festas de Igrejinha

festas2012 - facebook

As Festas em Honra de Nossa Senhora da Consolação estão no Facebook, com uma página oficial, onde passará tudo aquilo o que tem destaque na edição 2012 e também nas futuras…

Neste momento já ultrapassámos os 600 fãs, mas queremos mais, por isso dê-nos um “gosto” em www.facebook.com/festasigrejinha e adira também ao evento oficial em www.facebook.com/events/408963149171068/

festas2012 - facebookevento

Ligue-se a nós e saiba tudo o que se passa nas Festas e também no nosso site…

Monumento de Homenagem aos Combatentes

festas 2012 - monumento

Desde há uns anos a esta parte, o Centro Social Recreativo de Cultura e Recreio da nossa aldeia vem organizando, na Primavera, um almoço – convívio dos igrejinhenses, naturais ou residentes, que estiveram nas diferentes colónias portuguesas em missões militares.

O império português, herdado da nossa saga de marinheiros e descobridores motivada pelo comércio e pela expansão da fé cristã, estendia-se além – Europa, ainda na segunda metade do século XX, desde as ilhas atlânticas de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, passando pelos vastos territórios do continente africano de Guiné, Angola e Moçambique, até aos pequenos enclaves de Goa, Damão e Diu, no subcontinente indiano, a Macau, no sul da China, e a metade da ilha de Timor, no extremo oriente, a norte da Austrália.

Ainda no primeiro quartel do século XIX, em 1822, o Brasil, a nossa enorme colónia da América do Sul, havia proclamado a sua independência, na sequência da presença da corte portuguesa que ali se havia refugiado para não ter que capitular perante a força do invasor francês. Essa independência enquadrou-se, aliás, num vasto movimento independentista que se iniciara com os Estados Unidos da América do Norte (que se libertou do domínio inglês) a que se seguiu a dos domínios franceses e espanhóis na América. No caso do Brasil foram as elites brancas locais quem provocou a separação, com o herdeiro da coroa portuguesa, D. Pedro, à frente.

A segunda grande vaga de independências de territórios dependentes de países europeus deu-se já não no século XX, nalguns casos após guerras violentas; tiveram especial impacto mundial e repercussão entre nós as independências da União Indiana (do Reino Unido) e da Argélia (da França).

O regime ditatorial português, que governava desde o final dos anos vintes, recusou-se, até ao fim, a discutir o problema colonial, mesmo depois da anexação dos territórios indianos (1961) pela recém – independente União Indiana, mesmo depois de todas as outras potências europeias terem concedido a independência aos seus territórios. Em poucos anos, a Itália, a Inglaterra, a França, a Bélgica reconheceram a independência às suas inúmeras colónias africanas, o que tornava evidente a irreversibilidade desse movimento acelerado pelos “ventos da história”. Só em 1960 nasceram dezoito novos países em África; perante a irredutibilidade em negociar do governo de Salazar, no ano seguinte os movimentos de libertação de Angola pegaram em armas…

Depois de Angola, os confrontos abertos contra a nossa ocupação começaram na Guiné em 1963 e em Moçambique em 1964. Só depois da Revolução do 25 de Abril Portugal reconheceria o direito dos povos das colónias à independência.
Durante esses catorze anos cerca de um milhão de portugueses passou pelas diferentes frentes de guerra. Desses morreram quase nove mil e ficaram feridos cerca de trinta mil; milhares de ex – combatentes sofrem, ainda hoje, de stress pós – traumático de guerra.

Da nossa aldeia foi a bem mais de uma centena de homens que o pais pediu esse sacrifício de vários anos, nos anos de plena realização. Marcados para o bem a para o mal pelos sacrifícios, privações e perigos, eles constituem-se como uma geração bem definida da qual a aldeia se orgulha pelo exemplo que deram de cumprimento do dever a que a nação os chamou.

Por isso, não é de estranhar que tenha sido criada e mandatada uma comissão para conduzir os trabalhos com vista à edificação de um monumento de homenagem aos combatentes na nossa aldeia; a homenagem é, aliás, extensiva aos igrejinhenses que há quase um século se bateram em nome da pátria nas trincheiras da primeira grande guerra.

Para traduzir os sacrifícios e a honra do dever cumprido desses igrejinhenses pedimos ao escultor João Sotero, residente e com “atelier” no nosso concelho, que propusesse uma obra de arte pública a inaugurar em 2014, ano em que se perfaz um século desde o início da primeira grande guerra e quarenta anos desde fim da guerra colonial.

Para custear essa obra está aberta uma subscrição pública através da qual todos poderão associar-se a esta homenagem aos igrejinhenses que estiveram na guerra em defesa da pátria.

Nesta festa de 2012 estará exposto o modelo da peça escultórica, a realizar em aço e a instalar num arruamento da aldeia, com o acordo e o apoio da nossa Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Arraiolos.

(Texto de Manuel J. Branco, publicado na revista dedicada às Festas 2012)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Festas 2012 - Missa Solene e Procissão (Domingo, 10 horas e 30 minutos)

festas2012 - procissão

Este é o momento alto das Festas da Igrejinha, a Missa Solene,  seguida da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Consolação, que por volta do meio-dia percorrerá as ruas da aldeia seguida por muitos fieis e acompanhada também, na edição deste ano, da Banda Sociedade Filarmónica Redondense.

Uma particularidade desta procissão é que não sai apenas a imagem da padroeira da freguesia, mas também todas as outras imagens e pendões pertencentes à Igreja Paroquial da Igrejinha.

Um momento a seguir, até porque é em Honra da Nossa Padroeira que as festividades se celebram e esta é a sua celebração maior.

A Igreja Paroquial de Igrejinha ou Igreja de Nossa Senhora da Consolação

igreja 1910 topo

A ‘Festa Rija’ desenvolve-se desde o seu início em volta da Igreja de Nossa Senhora da Consolação, uma vez que são dedicadas a comemorar esta Virgem. Mas qual é a história por trás desta Igrejinha, que deu nome à nossa Freguesia. Aqui fica tudo o que precisa saber sobre a nossa igreja, acompanhada de fotografias, uma delas de 1910, rara fotografia que ainda mostra os originais campanário e o cruzeiro.

Estávamos no ano de 1528, quando o templo de devoção a Maria Consoladora foi terminado, obra feita por ordem de Luís Mendes de Oliveira e sua esposa Isabel Jorge, fundadores da Igrejinha. Desconhecem-se as razões pelas quais foi consagrado a Nossa Senhora da Consolação, ou Maria Consoladora, mas é certo que é uma das Igrejas Portuguesas dedicadas a esta devoção mariana mais antigas de todo o território nacional.

A administração do templo manteve-se privada na mão de fidalgos nobres ao longo dos séculos, passando pela família Morgado de Brito e terminando, em meados do Século XIX com Francisco de Brito Casto e Solis, altura em que passou para as mãos da Diocese, como muitas outras igrejas.

A fachada axial da Igreja de Nossa Senhora da Consolação encontra-se virada a sudeste, estando o antigo passal com ossário, o anteriormente chamado pelos populares de cardal, no espaço posterior. A fachada lateral ocidental é a única que se encontra totalmente desimpedida, sendo também a mais pitoresca, conservando os contrafortes de alvenaria rematados com pináculos em forma de urnas. A fachada lateral oposta encontra-se tapada com habitações, onde viviam os párocos.

Uma das curiosidades desta igreja é que inclui uma curiosa Via Sacra exterior, de azulejaria colorida, com atributos do Calvário, datada do Século XVII, altura em que também foi alterada a sacristia, com portada metida em arco falso composto na cimalha por tabela engrinaldada, esculpida, de arte recaille, que inicialmente terá sido uma janela, facto que se pôde comprovar até meados do Século passado através das fendas deixadas pelas desaparecidas grades das ombreiras.

A frontaria tem um alpendre de arco redondo, de pedra, coro com frontão triangular ladeado de fogaréus cilíndricos e campanário central arredondado construído em 1941, muito diferente do original destruído durante as fortes intempéries ocorridas em Fevereiro desse mesmo ano, de linhas retas, rematadas no topo com duas urnas laterais e pináculo centro.

igreja 1910Fotografia de 1910, em que se pode ver o campanário original

Toda a obra é de linha setecentista da época Joanina e de estilo corrente no Alentejo durante os reinados de D. João V e D. José, de que é prova principal o portal de granito e do tipo de verga abatida, emoldurado e de ângulos saídos, de corda.

No adro da Igreja, frente ao arco central encontra-se o cruzeiro de mármore branco, com as clássicas inicial do Século XVII, firme em quatro degraus de granito. Infelizmente este cruzeiro também já não é o original, uma vez que esse caiu em 2009, tendo sido feito um novo com as mesmas características.

igreja 2010
Fotografia de 2010, em que se pode ver o campanário do Século XX e o novo cruzeiro, colocado nesse mesmo ano

O interior tem planta retangular com nave coberta por abóbada de meio canhão cornada de caixões encerrando tabelas em forma de espelhos cilíndricos ou ovoidos, envolvidos de variada composição floral estrelizada, cantonada de vieiras. Pinturas a fresco, de estilo Barroco de artistas desconhecidos, está integrada, pela concepção e risco, na época final do reinado de D. Pedro II.

Os alçados estão forrados até à sanca de azulejos policromáticos tipo tapete, com dois estilos diferentes: maçaroca de milho no friso inferior e tabelas octogonais entrançadas e divididas, ambos os estilos do Século XVII.

A capela batismal é de planta quadrada e de paredes brancas, tendo o teto cupular de meia laranja, apoiada em trompas de conchas populistas, iluminada por lanterna discoíse. Arco redondo, revestido a cerâmica do mesmo tipo que a nave. A pia batismal é marmórea, cilíndrica, sem esculturas, sobre paelha anelada.

Na parede lateral esquerda, sob o coro, subsiste uma lápide de mármore, em caraterísticas góticas, original desde a construção da igreja, com as seguintes inscrições:

ESTA CASA DE NOSA SNRA DA CÕSOLAÇAM MÃNDOU FAZER LUIZ MENDEZ DOLIVEIRA E ISABEL JORGE SUA MOLHER E LHE DEIXARAM HUA QUINTA ONDE ESTA DITA CASA PERA SEPRE LHE DIRAM HUA MISA CADA SABADO POR AS ALMAS DE QUE LHA LEIXOU EASI POLLAS SUAS PER DIA DE NOSA SRA LHE DIRAM HUA MISA CANTADA É CADA HU ANO PA SEPRE E SE PAGARAM AS DITAS MISAS A CUSTA DE RENDA DA DITA QITA E O MAIS-Q SOBEJAR SERA O MINISTRADOR A Q FICARA AMANISTRAÇÃ A QUAL MINISTRAÇÃ LHE FICARA P FALECIMENTO DE NOS AMBOS E NO COPROMISSO Q TEMOS AMBOS FEITO FICARA P FALECIMENTO DE NOS AMBOS E NO QUAL MANISTRADO SERA OBRIGADO A SEPRE TER DITA CASA COREJIDA E REPARADA DE TODO O QUE LHE FOR NECESARIO E NÃ NO CÕPRIDO EU ASI PIDJAMOS AO PROVEDOR DOS RESIDOS EASI A TODALLAS PESOAS A QUE PERTECER Q NOMEN E PONHAM OUTRO MANISTRADOR Q HO HI FACA E CUPRA O Q DITE HE F.TO NO ANO DE 1528 ANOS

IGREJA 018

O púlpito é de base arredondada e recoberto de painéis de talha dourada, com aplicações envieiradas, estilo rococó em voga no Século XVIII.

As duas capelas laterais são profundas e de secção quadrangular e situam-se junto do arco triunfal do altar.

A capela do lado do Evangelho é dedicado às almas e tem cobertura de artesões boleados, de alvenaria ao estilo da origem do templo, no reinado de D. João III,  composta por pinturas parietais, ornamentadas depois, em 1724, por ordem do lavrador Manuel Rodrigues. Estão representadas: Adão e Eva no Paraíso, a Santíssima Trindade e As Almas do Purgatório.

O altar é totalmente preenchido por um retábulo composto por colunata de ordem coríntia e estamblamento clássico moldurando vistoso quadro a óleo que representa S. Miguel e as Almas, com características do final do Século XVII. Na linha da banqueta existe um núcleo devocional de santos, todos a meio corpo, estilo maneirista, criados, segundo se supõe, por artesãos eborenses anónimos: São João, São Mateus, São Paulo, São Lázaro, Santa Marta, São Pedro, São Lucas e São Marcos.

Na mesa do altar venera-se o Senhor Morto, escultura típica do barroco filipino.

A capela contrária é dedicada a Nossa Senhora do Rosário, sendo fechada por grades de madeira dourada e pintura e de balaústres torneados com elementos decorativos da Eucaristia e a Santa partícula de opulento resplendor, servindo originalmente de altar ao Santo Sacramento. Este trabalho pode incluir-se no trabalho de Joaquim do Carmo e José Gomes, obra originalmente executada no Século XIX na Igreja Conventual de São Francisco de Arraiolos, hoje Igreja Matriz.

O interior desta capela é de características quinhentistas, com teto ogivado, de toros arredondados, cobertos de frescos barrocos, que representam O Casamento da Virgem, A Circuncisão, A Virgem com o Rosário e São Domingos e Santa Catarina de Sena. Arco com símbolos místicos e safenas, enquadrado na época de D. João V, embora tenha também caraterísticas rococó, principalmente na decoração com azulejos e no retábulo interior lavrado a talha dourada.

IGREJA 048  IGREJA 056

O altar central é amplo e está pintado com efeito mármore azulado e avermelhando, tendo características iluministas neoclássicas, principalmente pela balaustrada guarnecida de albarradas e pequenos detalhes de talha dourada.

No nicho central, inicialmente estava Nossa Senhora da Consolação, padroeira do templo, agora substituída por um crucifixo, alteração feita no final do Século passado, tendo a imagem da virgem passado para a lateral direita, com o Menino Jesus aos pés. Destacam-se ainda as opulentas coroas de prata branca que rematam ambas as imagens.

Nas edículas laterais podem ser vistas duas esculturas barrocas, de feição seiscentista: São José com o Menino e Santo António. Ambas as imagens são de madeira dourada e estofada.

No altar principal pode encontrar-se ainda o trono do pároco, da época de D. Maria I, com abóbada de barrete e decorado com vieiras, lambrequins, florões e cartelas, símbolos de São Pedro e São Paulo.

Destaca-se o fato de, no chão da capela principal, estarem sepultados os fundadores do templo Luís Mendes de Oliveira e Isabel Jorge, com o epitáfio:

AQUI JAZ LUIZ MENDES DE OLIVEIRA E A SUA MULHER QUE FOI SEPULTADA NA CAPELA DE NOSSA SENHORA.

Esta inscrição não é visível, uma vez que desde o final do Século XIX que se encontra debaixo do soalho ali instalado na altura.

Na abobadilha pode ver-se um escudo de armas esquartelado e de interpretação considerada por muitos historiadores como confusa, uma vez que contém as insígnias dos Limas, Mexias, Severim e Van Zeller.

Fonte: Inventário Artístico do Distrito de Évora, Túlio Espanca, 1975